sábado, 16 de março de 2013
terça-feira, 22 de maio de 2012
ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA -
ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA - O FIM DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL
(Resumo)
História
da Abolição da Escravatura no Brasil, os abolicionistas, Resumo, Lei Áurea decretada pela
Princesa Isabel em 1888,
a questão da escravidão no Brasil Império.
a questão da escravidão no Brasil Império.
Princesa Isabel: assinou a Lei Áurea
Contexto
Histórico
No
início da colonização do Brasil (século XVI), não havia no Brasil
trabalhadores para a realização de trabalhos manuais pesados. Os portugueses
colonizadores tentaram usar o trabalho indígena nas lavouras. A escravidão
indígena não pôde ser levada adiante, pois os religiosos católicos se
posicionaram em defesa dos índios
condenando sua escravidão.
Logo, os colonizadores buscaram uma outra alternativa. Eles buscaram negros na África para
submetê-los à força ao trabalho escravo em sua colônia.
Foi neste contexto que começou a entrada dos
escravos africanos no Brasil.
Como
era a escravidão no Brasil
Os
negros africanos, trazidos da África, eram transportados nos porões
dos navios negreiros. Em função das péssimas condições deste meio de
transporte desumano,
muitos morreram durante a viagem. Após desembarcaram no Brasil eram comprados
como mercadorias por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel
e, muitas vezes, violenta.
Embora
muitos
considerassem normal e aceitável, a escravidão naquela época, havia
aqueles que eram contra este tipo de prática, porém eram a minoria e não
tinham influência política para mudar a situação. Contudo, a escravidão
permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve
o sistema escravista por tantos anos foi o econômico. A economia do
Brasil contava
quase que exclusivamente com
o trabalho escravo para realizar os trabalhos nas fazendas e nas minas.
As providências para a libertação dos escravos,
de acordo com alguns políticos da época, deveriam ser
tomadas lentamente.
O
início do processo de libertação dos escravos e fim da escravidão
Na
segunda metade do século XIX surgiu o movimento abolicionista, que defendia a
abolição da escravidão no Brasil. Joaquim Nabuco foi um dos principais
abolicionistas deste período.
A
região Sul do Brasil passou a empregar trabalhadores assalariados
brasileiros e imigrantes
estrangeiros, a partir de 1870. Na região Norte, as usinas produtoras de
açúcar substituíram os
primitivos engenhos, fato que possibilitou o uso de um número menor de
escravos. Já nos principais centros urbanos, era grande a necessidade do surgimento de
indústrias. Visando
não causar prejuízo financeiros aos proprietários rurais, o governo
brasileiro, pressionado pelo Reino Unido, foi alcançando seus objetivos
lentamente.
A
primeira etapa do processo foi tomada em 1850, com a extinção do tráfico de
escravos no Brasil. Vinte e um anos mais tarde, em de 28 de setembro de 1871, foi
promulgada a Lei do Ventre-Livre. Esta lei tornava
livres os filhos de escravos que nascessem a partir da decretação da lei.
No
ano de 1885, foi
promulgada a lei Saraiva-Cotegipe (também conhecida como Lei dos Sexagenários) que beneficiava
os negros com mais de 65 anos de idade.
Foi
somente em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea,
que a liberdade total e definitiva finalmente foi alcançada pelos negros
brasileiros. Esta lei,
assinada pela Princesa Isabel (filha de D. Pedro II), abolia de vez a escravidão
em nosso país.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
oO FILHO QUE NÃO NASCEU
Filho Que Não Nasceu
Minha mae, por que a senhora nao me deixou nascer?
Eu queria tanto, maezinha!
Lutei, trabalhei, empenhei-me, para conseguir a autorizaçao para renascer.
E a senhora comprometeu-se comigo; comigo e com Deus.
Como fiquei alegre, no dia em que a senhora, em espírito, ao lado de papai, concordou em receber-me na intimuidade de seu lar. Eu ansiava pelo esquecimento, desejava novo corpo que me possibilitasse resgatar meus erros do passado. Planejava um futuro de luz. Na verdade, minha vida estaria marcada por provas e testemunhos redentores. Mas eu preparei-me, confiante no seu amor! E, no momento em que eu mais necessitei, a senhora me assassinou!
Por que maezinha?! Por que?!!!
Quando a senhora me sentiu no santuário de seu ventre, mudou de conduta, de comportamento. E começou a torturar-me. Seus pensamentos de revolta, que ninguém ouvia, retumbavam em meus ouvidos insipientes, quais gritos lascinantes, que me afligiam muito. Os cigarros que a senhora fumava, muitas vezes, me intoxicavam. Seu nervosismo, fruto da sua insatisfaçao, eram-me verdadeiras chicotadas.
Quando decidiu abortar-me, aconteceu uma coisa interessante: a senhora querendo me expulsar de seu ventre e eu, lutando, para nele permanecer.
Por que a senhora fechou os ouvidos à voz da consciência que lhe pedia compaixao e serenidade? Por que anestesiou os sentimentos a ponto de esquecer-se que eu portava um universo de bênçaos e alegrias para você?
Seria o filho obediente e amoroso. Trazia recursos que lhe facilitariam a existência, nos últimos anos de sua presença na Terra.
Mas a senhora nao quis; e veja a conseqüência: eu, atormentado por nao renascer, e a senhora, doente, triste, intranqüila. Sua mente, acicatada pela afliçao e seus sonhos, povoados de pesadelos.
Por que maezinha, a senhora nao me deixou nascer?
- Ainda é cedo, pensava.
- Quero gozar a vida, passear, divertir-me, viajar. Filhos, só depois!.
Mas filho algum chega em momento inadequado. As leis da vida sao sábias, e ninguém nasce por acaso.
Mas, pelo muito amor que lhe tenho, estou pedindo a Deus misericórdia, em seu favor. Ouso, mesmo, interceder para que a senhora alcance a bençao do reequilíbrio, a fim de que, num futuro próximo, nós estejamos juntos, eu, em seu ventre, e a senhora, como sempre, em meu coraçao. Eu, me alimentadndo, na fonte de sua vitalidade, e a senhora fortalecendo-se, na gratidao de meus mais puros sentimentos.
Maezinha, por favor, nao repita seu ato premeditado, refletido.
voltou para viver e ajudá-la a ser feliz.
Maezinha, nao se esqueça de mim, nao me abandone, nao me expulse, nao me mate de novo, preciso renascer.
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